Abertura comercial aumentou nos últimos anos, mas economia brasileira ainda érelativamente fechada, diz estudo






Blog do Tony

A Economia Brasileira: Quando Ouvimos a Palavra ‘Abertura’, Cuidado Com a Tradução!

O Estudo do CDPP e a (R)Eterna Ilusão de Abertura

Um estudo recentemente divulgado pelo ilustre Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) nos traz aquele velho dilema: o Brasil, mesmo depois de aparentemente destrancar algumas portas comerciais, continua mais fechado que esperanças em final de campeonato para certos times. De acordo com o estudo, embora o grau de abertura comercial da economia brasileira tenha aumentado, ainda é mais restritivo do que a maioria dos seus pares em desenvolvimento. Ou seja, se a economia brasileira fosse um restaurante, seria aquele cujo cardápio diz “a casa se reserva o direito de recusar serviço”.

Protecionismo, o Teorema Não tão Velho de Trump

As medidas de protecionismo econômico vêm à tona num cenário metaforizado na política de ‘fechar fronteiras’ do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O magnata mostrou simpatia por tarifas de importação, o que, ironicamente, parece ter servido de inspiração para não poucos nações. Ao comentar as políticas de Trump, percebe-se que alguns países preferem seguir o exemplo à risca, têmendo a competição duradoura — algo que o próprio Trump conseguiria em duas frases no Twitter.

Mercosul e as Divergências Fraternais

No bloco do Mercosul, aquele benigno grupo que esperava, originalmente, promover a livre circulação de bens, pessoas e calor humano, as coisas também não correm como esperado. O presidente argentino, Javier Milei, recentemente decidiu que não estava com vontade de ser diplomático e criticou publicamente o protecionismo do bloco. Já o nosso querido ex-presidente Lula prefere ter a segurança de membros mais unidos, até porque, em tempos de jogos políticos, é sempre bom ter companhia nos prós e contras do roteiro sul-americano.

Guedes e a Abertura Utópica

Não podemos esquecer a eterna busca do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, em deixar um mundo onde as portas comerciais estivessem constantemente escancaradas para todo tipo de importação e exportação. Embora sua ideia gire em torno de aumentar a competitividade da indústria nacional e impulsionar o crescimento, parece que a ideia encontrou a porta da garagem fechada quando os custos comerciais internos pesam na decisão.

Conclusão: O Futuro da Nossa Aventura Comercial

Em termos de melhorias, o Brasil ainda possui peças no quebra-cabeça econômico globais, especialmente em segurança alimentar e transição energética. Contudo, a recomendação é clara e tão antiga quanto o próprio comércio: reduzir os custos comerciais enfrentados pelas empresas, para que pelo menos uma porta ou duas no labirinto da economia global possam ser exploradas sem sirenes tocando nos nossos ouvidos.

Como numa partida de futebol onde o objetivo é claro, mas o caminho é cheio de zagueiros preparados, abrir-se ao comércio internacional requer mais do que intenções declaradas — exige uma jogada bem pensada e um pouco de sorte, afinal, estamos falando do campo político-econômico, onde a marcação é sempre cerrada.


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