Blog do Tony
Resumo do jogo (do dinheiro)
A nova lista anual da Forbes com os atletas mais bem pagos do planeta em 2026 encolheu para o Brasil. Depois de dois representantes no ano passado, sobrou só um: Vinicius Júnior. O atacante do Real Madrid aparece na 34ª posição, com ganhos estimados em US$ 60 milhões (cerca de R$ 300,03 milhões) somando salários e publicidade. Neymar, que em 2025 era o brasileiro mais bem colocado, saiu do ranking. No topo, quem manda segue sendo Cristiano Ronaldo, pela quarta temporada seguida, com US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão). O basquete, claro, lidera em volume: 20 jogadores da NBA entre os 50 mais bem pagos. Sim, dinheiro chama dinheiro — e a NBA grita mais alto.
Quem sobrou (e por quê)
- Vinicius Júnior é o único brasileiro no corte da Forbes em 2026. Ele ocupa a 34ª posição com US$ 60 milhões no período, sendo US$ 40 milhões (R$ 200 milhões) de salário e US$ 20 milhões (R$ 100 milhões) de publicidade e ações comerciais. Nada mal para quem não precisa fazer dancinha pra engajar: Vini é hoje o principal ponta do Real Madrid e, convenhamos, um dos rostos globais do futebol.
- Contexto importa: aos 25 anos, Vini Jr. viveu ascensão esportiva e de imagem nos últimos anos — foi eleito The Best FIFA 2024 e virou peça central de títulos recentes do Real Madrid. Moral da história? Quando o desempenho em campo encontra a vitrine certa, o extrato bancário acompanha.
Quem saiu (e como isso mexe com o Brasil)
- No levantamento do ano passado, o Brasil tinha dois nomes entre os 50: Neymar (25º, com US$ 76 milhões, cerca de R$ 380 milhões à cotação de então) e Vini Jr. (46º, com US$ 55 milhões, R$ 275,03 milhões). Agora, Neymar ficou fora e o país depende de um único representante.
- Opinião (com dados): a ausência de Neymar não é só um detalhe de vaidade; é um termômetro da fase da sua marca global e do poder de tração dos contratos fora de campo. Para o mercado brasileiro, é o alerta de que exportar talento não basta — é preciso mantê-lo relevante no topo, ano após ano. Ou, dito de outra forma, sem palco de elite e performance, até o marketing perde a fala.
Quem manda no topo (e por que ninguém tira a coroa)
Pelo quarto ano seguido, Cristiano Ronaldo lidera a lista da Forbes com US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão). O valor iguala o maior rendimento anual já registrado para um atleta pela publicação. A idade pode pesar nas pernas, mas não pesa no faturamento. Se há dúvida sobre quem é a maior máquina de monetização do esporte, o recibo está carimbado.
A barreira de entrada ficou mais alta
O 50º da lista em 2026 é Jannik Sinner, com US$ 54,6 milhões (R$ 273,03 milhões) — o maior “piso” já visto para entrar no ranking. Tradução: para brincar nesse parquinho, o ingresso ficou mais caro do que nunca. O esporte global está faturando mais; só não está distribuindo simpatia.
A NBA virou sinônimo de folha salarial
A lista reúne atletas de 18 países e oito modalidades, mas o basquete domina: 20 jogadores da NBA figuram entre os 50 mais bem pagos, quatro a mais do que no ano passado. Segundo a Forbes, o aumento dos salários na liga americana impulsiona os ganhos totais e deve ampliar ainda mais a presença do basquete nos próximos anos. O teto salarial cresce, os contratos de mídia incham, e o efeito cascata joga a concorrência na arquibancada.
O que isso diz sobre o esporte (e sobre nós)
- Para o Brasil, 2026 expõe uma dependência de um único craque na elite europeia para manter o país no mapa do dinheiro grande. Vini Jr. segura a bandeira com sobras; mas, sem Neymar no corte, a vitrine nacional encolhe.
- Para as marcas, a mensagem é simples e cruel: relevância esportiva global paga mais do que nostalgia. Contrato gordo segue quem está ganhando troféu — e audiência.
Encerrando
A Forbes confirma o que o campo já mostrava: Vinicius Júnior virou produto premium dentro e fora das quatro linhas, e hoje sustenta sozinho a presença brasileira no ranking dos endinheirados do esporte. Cristiano Ronaldo segue em um campeonato próprio de faturamento, enquanto a NBA transforma contracheques em manchetes. Para 2027, o desafio verde‑amarelo é óbvio: ou a nova geração escala o pódio (e o mercado), ou o Blog do Tony vai continuar escrevendo sobre a “seleção de um homem só” na economia do esporte. E, acredite, ninguém aqui torce por monopólio — nem quando ele dribla como Vini.